Escrito por Erik Weijers há 17 dias

Warren Buffett ainda não é um fã da Bitcoin

Para a Bitcoin e para os investidores em criptomoedas, é sempre curioso ouvir quando perguntam ao investidor Warren Buffet a sua opinião sobre a Bitcoin. Isto dá uma perspetiva sobre a mentalidade de um investidor que fez a sua fortuna na economia antiga. “Não compraria todas as BTC do mundo por 25 $”.

Acima de tudo: Buffett (91) é um ótimo investidor com quem podemos aprender imenso sobre fazer negócios, investir e ser paciente com os seus investimentos. Ele construiu sozinho a sua fortuna e está agora no top cinco das pessoas mais ricas do mundo. No entanto, é significativo ter ganho o seu dinheiro nos dias que antecederam as grandes redes tecnológicas. Ele enriqueceu a investir em empresas alimentares e em bancos, por exemplo. Ele nunca foi um dos primeiros investidores em tecnologia como a Microsoft ou a Apple. Será que o investimento na adoção da rede de nova tecnologia é o seu ponto fraco?

O seu velho amigo e vice-presidente Charlie Munger – com 98, também ele veterano – comparou a Bitcoin com veneno de rato em 2013. Quando perguntaram a Buffet, cinco anos mais tarde, sobre o que pensava da moeda detestada (cujo preço tinha subido de 100 $ para praticamente 10 000 $), ele espirituosamente apelidou-a de “veneno de rato ao quadrado”. Os Bitcoiners não foram menos espirituosos na sua observação que a Bitcoin é de facto veneno para rato: é um antídoto para a praga que é o nosso sistema financeiro injusto.

“Nem sequer por 25 $”

Numa reunião anual de acionistas do fundo de investimento Berkshire Hathaway, do qual Buffett é o presidente – ele voltou a reforçar a ideia. Contudo, desta vez, foi um pouco mais longe sobre o porquê de pensar que a Bitcoin é um mau investimento. Vejamos o que o “Oráculo de Omaha" tinha a dizer.

Buffett argumenta que a Bitcoin não produz nada. Ao contrário de, digamos, terrenos agrícolas e negócios. “Se nesta sala tiverem todo o terreno agrícola nos EUA e me oferecessem 1% deste, por 25 mil milhões, eu passava-vos um cheque. Agora, se me oferecessem toda a Bitcoin no mundo e me pedissem 25 dólares por esta, não a aceitaria. Porque o é que fazem com ela? Não vai fazer nada.”

Buffett encerra o seu argumento com um olhar revelador sobre o seu conceito relativo ao dinheiro:

“Só há uma moeda que é aceitável nos Estados Unidos.” (segurando uma nota de dólar)

“Ou seja, podem arranjar todo o tipo de coisas. Poderíamos criar moedas Berkshire, mas no final este (o dólar) é dinheiro e qualquer um que pense que o governo dos EUA deixaria que o seu dinheiro fosse substituído por dinheiro Berkshire não está bom da cabeça.”

Não compreender o que é o efeito de rede

Buffett, como é óbvio, tem alguma razão quando diz que prefere não investir em coisas que não produzem nada. Essa é simplesmente a sua estratégia de investimento. Por exemplo, ele não tem ouro, mas investiu numa mina de ouro em 2020. Tudo bem.

Ninguém está a reivindicar que a Bitcoin é um ativo produtivo (já agora, também o pode dizer quanto ao staking Ethereum). Segundo os defensores, é uma forma de dinheiro na qual investe caso ache que é uma altura ao dinheiro fiduciário. Será que há mais pessoas que vão partilhar essa opinião nos próximos anos? Se assim for, a Bitcoin subirá de valor. É significativo que neste exemplo Buffett comparou deter 1% de todo o terreno agrícola com ter todas as Bitcoin. Porque não 1% da Bitcoin também? É aqui que o seu raciocínio encalha. O dinheiro só tem valor se for partilhado numa rede. Quanto maior esta rede, maior o valor. Esse efeito de rede e o seu preço correlacionado aplica-se ao dinheiro e também às redes de comunicação como o Google ou Facebook.

Olhando para o segundo ponto de Buffett, talvez o seu principal ponto. Ele acredita que o único dinheiro real é produzido pelos Estados Unidos e que as outras formas de dinheiro são dinheiro de fantasia. Isto é talvez a maior limitação do seu pensamento. Estamos a avançar rapidamente para um mundo onde as redes transcendem os países. Sim, claro, os países podem obstruir a sua proliferação através da regulação, mas também perdem o monopólio sobre a criação de dinheiro. O génio saiu da lâmpada, quer a geração mais velha tenha, ou não, se apercebido disso.

Mr. Buffett: uma moeda Berkshire? Talvez não seja uma má ideia, de todo! As moedas podem coexistir. Nem todos os crentes na Bitcoin pensam que a Bitcoin irá substituir o dólar. Esta também pode existir simplesmente como uma alternativa.

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