Escrito por Robert Steinadler há 2 meses

Será a Bitcoin suficientemente verde e será esta sequer uma pergunta legítima?

Chris Larsen e a Greenpeace juntaram forças para iniciarem uma campanha sob o título “mudar o código, não o clima”. A mineração consome imensa energia. Tudo o que é necessário é basicamente que o hardware e a eletricidade participem. Muitos críticos suscitaram preocupações no passado de que isto não é sustentável dado que o consumo subirá com o passar do tempo. Não obstante, a Bitcoin é a criptomoeda número um, não só em termos de valor de mercado, mas também pelo tamanho da comunidade que coloca a sua confiança na BTC.

Precisamos de tornar a Bitcoin verde? E como é que essa tarefa pode ser alcançada?

A Suécia não é o foco, Chris

No seu website, a campanha compara o consumo de energia da rede Bitcoin com o consumo da Suécia. Isto não é novo. Por vezes é a Suécia, por vezes são os Países Baixos e, por vezes, a Argentina. Em última instância isto suscita a questão se os críticos conseguem identificar o consumo quer da Bitcoin como de vários países, mas também se o seu país está a falar a sério se o seu consumo de energia nunca tiver sido comparado com o da Bitcoin. Além disso, o estudo que é citado pelo website também indica que comparar o consumo da Bitcoin com o de um país pode ser muito enganador.

O problema não é o consumo. O consumo é uma característica. A Bitcoin é aberta, não requer permissão e resistente à censura porque ninguém pode falsear a prova de trabalho. A prova de participação já existe há algum tempo, mas ainda continua por ser ver se oferece o mesmo valor e segurança.

A Ethereum está a trocar para o mecanismo de consenso este ano, provavelmente durante este verão. Será a primeira blockchain de dimensões consideráveis que está a passar de um modelo de consenso para outro. Mesmo que tudo corra bem, a prova de participação não estabelece a mesma proposição de valor que a prova de trabalho faz. Mas para o bem Chris e da Greenpeace demos uma olhada a como eles gostariam de alcançar a mesma tarefa para a Bitcoin.

Só são necessárias 30 pessoas

Segundo o website tudo se resume a cerca de 30 países que são os principais zeladores, mineiros ou que detêm outras posições de poder dentro da indústria. É verdade que pessoas influentes podem sentar-se umas com as outras para encontrar uma solução e tenter convencer a comunidade Bitcoin. Mas esse é exatamente o ponto aqui. A Bitcoin não funciona como um modelo de cima para baixo.

Seria necessário que a maioria dos nós aceitasse tal proposta e é muitíssimo provável que isto terminasse num hard fork que dividisse a rede. Porque haveriam a consentir uma alteração drástica que destruiria o valor basilar da Bitcoin? Assim sendo, não só esta é uma declaração errada sobre quem tem o controlo, mas também ignora aquilo que é uma das características mais importantes da Bitcoin.

Mas e então o ambiente?

Como é óbvio, todos temos uma obrigação de preservar o nosso planeta. A indústria Bitcoin não é muito diferente de outros ramos. E então a indústria do aço ou das comunicações móveis? E então ver Netflix enquanto viaja num comboio de regresso a casa do trabalho? Todas estas coisas não são necessárias e consomem imensa energia.

A solução não é apontar dedos e encontrar algo ou alguém para culpar. É imperativo que a humanidade opte por fontes de energia sustentáveis e limpas. A Bitcoin pode inclusive apoiar essa missão criando receita adicional para os operadores de fontes de energia renovável, tal como demonstra este exemplo da Costa Rica.

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