Escrito por Robert Steinadler há 3 meses

Estagflação: como é que as criptomoedas podem diversificar o seu portefólio em tempos difíceis

A estagflação é um fenómeno que é atualmente discutido entre políticos, analistas e os meios de comunicação. O termo descreve uma situação cíclica que é caracterizada pelo facto de que a economia não está a crescer enquanto as taxas de inflação e de desemprego estão num máximo recorde.

A UE pode acabar num cenário em que a estagflação se vai tornar um problema real e mudará a forma como o dinheiro é feito através do investimento. Parece que os bons velhos dias do crescimento constante podem ter terminado.

Que papel desempenham as criptomoedas neste cenário e como é que podem ser um complemento valioso para um portefólio?

Será que a Bitcoin manter-se-á correlacionada?

A perspetiva sobre a bitcoin mudou este ano. No passado, era venerada por muitos analistas como um ativo não correlacionado que podia proteger um portefólio porque a BTC não se deslocava na mesma direção das ações.

Mas com a situação atual em mãos, o mercado está a comportar-se de forma diferente e a Bitcoin e o Nasdaq aparentam estar altamente correlacionados. Pode constatar facilmente isso pelos gráficos. Sempre que o mercado de ações mergulhou de cabeça, a Bitcoin e as criptomoedas seguiram-se. Também se denota o mesmo com as correções. Se as ações sobrem, a Bitcoin sobe. Uma explicação poderá ser que os investidores perderam o seu apetite pelo risco e dado que se prevê que os mercados em crescimento passem por dificuldades durante a estagflação, eles venderem, o que provocou o declínio que podemos observar desde o início deste ano.

Embora a indústria tecnológica se tenha tornado dependente do dinheiro barato, ou seja, das baixas taxas de juro sobre os empréstimos, nos últimos anos, a Bitcoin, por outro lado, não tem qualquer dependência neste aspeto. Em última instância esta é escassa e pode tornar descorrelacionada das ações uma vez mais durante períodos de receção. Se a história se repetir, então os bens de consumo escassos como o ouro tornar-se-ão importantes. Nesse cenário, a escassez da Bitcoin poderá torná-la mais valiosa.

O rendimento passivo é o rei

Sem crescimento, muitas empresas podem estar condenadas dado que o seu modelo de negócio é muito dependente do dinheiro barato e do crescimento. Caso isso revele ser verdade, muitos investidores olharão para os investimentos em empresas que não têm dependências, mas sim que fazem dinheiro sejam quais forem as condições do mercado.

Quando falamos sobre as criptomoedas, as coisas são muito similares. Se um investidor comprar a Bitcoin, ele só pode especular que o preço irá subir numa determinada altura no futuro. Não há qualquer elemento que crie receita por deter Bitcoin.

As blockchains prova de participação, por outro lado, oferecem, até aos investidores individuais, uma forma de ganharem rendimento passivo sobre o seu investimento. Um risco que estão a assumir é que estas moedas e tokens também podem assistir a uma diminuição no preço durante os próximos dois anos, mais ou menos. O lado positivo é que estão a receber uma espécie de rendimento que pode ser vendido diretamente por Euros. Assumindo que o mercado das criptomoedas poderá sofrer durante a estagflação, a possibilidade de ganhar passivamente oferece uma outra perspetiva.

Será o metaverso o mercado de crescimento na Web3?

Parece que as empresas tecnológicas estão a apostar no metaverso como a próxima grande mina de ouro que vai mudar o mundo e introduzir as massas na Web3. O Facebook foi inclusive rebatizado de Meta dado que a empresa tem um objetivo claro de mudar a sua natureza neste aspeto.

Não sabemos durante quanto tempo as moedas e os tokens associados ao metaverso poderão perder ou ganhar valor. Aquilo que podemos especular é que há sempre algum tipo de crescimento criado, particularmente se uma economia for digital e global. Isto faz com que seja mais fácil angariar mais utilizadores e clientes e cria receita.

Muitas marcas enormes já fizeram as suas apostas no metaverso e trabalham nos bastidores para o transformar na próxima mina de ouro.

Exposição ao USD através das stablecoins

As stablecoins têm passado por períodos muito difíceis nas últimas semanas. Vale a pena recordar que nem todas elas enfrentam os problemas das stablecoins algorítmicas. A sua indexação ao dólar americano é estabelecida pelas empresas que detêm o equivalente em dólares ou em ativos denominados em dólares.

Isto oferece oportunidades interessantes para os investidores na Europa. Se assumirmos que a estagflação irá surgir, então o dólar pode tornar-se mais valioso do que o Euro. As stablecoins permitem a exposição ao dólar a baixo custo, alta liquidez e a opção de as vender ou trocar por Euros mais rapidamente.

A ideia pode parecer um pouco estranha, deter dólares durante a inflação. No entanto, há possíveis situações em que o mercado está demasiado volátil e o dólar poderá, potencialmente, oferecer um melhor valor do que o euro. Deter dólares pode não ser o típico caso de uso no qual possa pensar quando olha para as criptomoedas, contudo, pode ser um caso de uso promissor fora dos EUA dado que as stablecoins permitem o acesso mais fácil e mais rápido ao dólar.

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