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Escrito por Robert Steinadler há 9 meses

A Polkadot explicada: a DOT está a potenciar uma blockchain interoperável

A Polkadot tem vindo a ser desenvolvida há mais de 5 anos, e foi apenas em dezembro de 2021 que as primeiras Parachains foram publicadas após as respetivas empresas ganharem os leilões. O objetivo deste projeto blockchain em particular é desempenhar um papel importante na designada Web 3. A Web 3 é um termo guarda-chuva que inclui novas tecnologias que são supostas mudar a internet do zero. Isto inclui IA, realidade virtual e tecnologia blockchain. A ideia básica é que a Web 3 descentralizará todas as aplicações disponíveis e que toda a internet passará por uma evolução que, eventualmente, deixará as empresas big tech, que habitualmente promovem precisamente o oposto, nomeadamente soluções centralizadas, para trás.

Para que isto aconteça, tem de haver um plataforma que oferece aos utilizadores os seus dados e dá-lhes a liberdade de escolher se querem utilizar uma app descentralizada e partilhar os seus dados pessoais. É aqui que entre a Polkadot.

A sua principal funcionalidade é fornecer uma plataforma que é muitíssimo interoperável para permitir que qualquer aplicação descentralizada se enquadra e cria uma rede de diferentes soluções, ao invés de tentar ser uma blockchain para resolver todos os problemas restantes de uma só vez.

O que é a Polkadot?

A Polkadot é uma blockchain que se foca na interoperabilidade e em aplicações descentralizadas. Também tem capacidades de contrato inteligente e um conceito único que pretende permitir maior escalabilidade do que outras soluções de camada 1 no mercado. A Polkadot utiliza uma designada cadeia relay para conectar a designadas parachains. Embora a cadeia relay protega a rede e verifique todas as transações, cada parachain pode servir uma tarefa específica sem ter a necessidade de proteger a rede.

A blockchain Polkadot baseia-se num algoritmo de prova de participação, e o seu token nativo chama-se DOT. O token DOT pode ser utilizado para uma variedade de finalidades. Aqui tem os casos de uso mais básicos:

  • Governação: pode exercer direitos de voto na rede
  • Staking: pode ganhar recompensas realizando o staking de DOT e protegendo a rede
  • Bonding: novas parachains precisam de DOT para se conectarem à cadeia relay

A cadeia relay também é capaz de interagir com outras blockchains, que não seguem a estrutura Polkadot, através de pontes. Isto permitiria estabelecer uma ponta entre qualquer outra rede como a Ethereum, Solana ou inclusive a Bitcoin.

A cadeia relay

A cadeia relay (relay chain) está limitada à tarefa de proteger a rede. Esta oferece uma interface para as parachains, pontes e parathreads. Esta protege toda a rede verificando todas as transações utilizando a prova de participação para alcançar um consenso entre os validadores da rede. A cadeia relay fornece um par de funções básicas, mas vitais:

  • Carteiras
  • Contas
  • Governação
  • O token Dot

A cadeia relay é verdadeiramente o núcleo do sistema, mas esta não é capaz de operações complexas como contratos inteligentes.

Parachains e parathreads

Ao contrário da cadeia relay, cada parachain pode servir uma finalidade específica que pode ser livremente definida. Um caso de uso que se tornou típico nos últimos dois anos pode ser qualquer tipo de protocolo DeFi que possa ser executado numa parachain. As parachains são limitadas, o que significa que 100 vagas são disponíveis para estes serviços específicos que são executados na Polkadot.

Para disporem de uma vaga numa parachain, as empresas têm de licitar num leilão. Ganhar um leilão permitirá que a empresa execute a sua parachain durante 96 semanas. Desta forma, há sempre algum tipo de competições para as melhores candidaturas.

Também há as parathreads. Basicamente, elas são basicamente as mesmas parachains, mas ao contrário das parachains, as parathreads podem partilhar uma vaga. A ideia é executar aplicações como parathreads que nem sempre são necessário ou só são necessárias a pedido – de facto, tornando possível mais aplicações serem executadas sobre a Polkadot partilhando vagas de diferentes threads.

Staking da Polkadot – proteger a rede

A Polkadot utiliza a prova de participação nomeada (NPoS), que permite efetivamente que cada detentor de DOT participe no consenso da rede. O staking em Polkadot é muito similar como noutras plataformas, mas inclui funções que outras redes não têm.

Uma diferença notável é o slashing. A prova de participação recompensa os stakers honestos com uma recompensa de bloco. Isto é muito similar à mineração. Mas e se um staker é malicioso? Um mineiro malicioso desperdiça habitualmente energia e hardware de mineração, mas um staker malicio arrisca-se simplesmente a não ser recompensado. Para aumentos os custos para os intervenientes maliciosos, o slashing permite que a rede reduza eficazmente as participações de DOT de um validador com más intenções.

Há dois diferentes tipos de stakers na rede Polkadot. Os validadores e nomeados. Um validador executa um nó muito similarmente aos nós de validadores na Ethereum 2.0. Um nomeado delega os seus tokens DOT a um validador em recompensa por uma cota da recompensa.

Executar um validador é uma tarefa complexa que também acarreta custos. Ser um nomeado, por outro lado, é relativamente fácil e permite que até os investidores individuais beneficiem do staking.

A Polkadot tem um sistema para a governação

A governação da Polkadot permite que todos os participantes participem num sistema democrático que controla todos os aspetos da rede. Isto inclui o seu desenvolvimento futuro e também a manutenção da blockchain.

Há três grupos. Cada tem a sua respetiva função no sistema de governação:

  • O concelho Polkadot
  • O comité técnico
  • A comunidade Polkadot

Pode interpretar o concelho como sendo o parlamento, o qual tem o direito de eleger o comité técnico e que pode realizar propostar que têm de ser votadas pela comunidade. Na eventualidade de uma emergência, o concelho também pode realizar um referendo para proteger a rede.

O comité técnico também pode realizar propostas, mas também pode intervenir caso um referendo seja perigoso para a rede. Geralmente, o comité é suposto tratar de quaisquer problemas técnicos e de manter a rede a funcionar corretamente.

A comunidade, por sua vez, elege o concelho, também pode realizar propostas e pode votar durante os referendos. Sucintamente, todo o sistema é suposto fornecer mecanismos de verificação e controlo de forma que cada investidor na Polkadot tenha sempre uma voz ativa.

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