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Escrito por Erik Weijers há 4 meses

O que é a Ethereum?

No mundo das criptomoedas, a Bitcoin captou um nicho de dinheiro físico. A Ethereum tem sido a criptomoeda número 2 indiscutível atrás da Bitcoin há mais de seis anos. Que papel é que a Ethereum desempenha? É uma plataforma na qual todos os tipos de aplicações podem ser desenvolvidas. Desde serviços financeiros até jogos. Para executar essas aplicações, o “material em estado bruto” Ether (ETH) é necessário. Com alta procura por aplicações que são executadas na Ethereum, o preço da Ether subirá.

Mas porque é que precisamos dessa plataforma de software – pois isto é que o esta essencialmente é? Já temos o Windows, não temos? E o PayPal e o Swift para pagamentos bancários internacionais? A diferença é que ninguém detém a Ethereum, pelo menos não da forma tradicional segundo a qual os indivíduos detêm empresas. A Ethereum é descentralizada, o que significa que o consenso naquilo que constitui as transações válidas é o resultado de um grupo amplo de utilizadores. Não há qualquer conselho de administração que possa reverter as transações ou que possa retirar aplicações de que não gosta da “app store” (ou será que o fazem? Falaremos sobre isso mais abaixo). Além disso, a Ethereum é open source: qualquer um pode desenvolver nesta, o que assegura transparência e desenvolvimento ultrarrápido do ecossistema.

As aplicações mais importantes

No relatório técnico da Ethereum, o fundador Vitalik Buterin apresentou a sua criação como uma “plataforma de contratos inteligentes e de aplicações descentralizadas.” Um contrato inteligente é um acordo entre duas ou mais partes que é registado em código de programação. E as aplicações descentralizadas (dApps) podem basicamente fazer tudo que é agora possível nos serviços financeiros (e mais) – sem que o utilizador corra o risco da contraparte. Pense em empréstimos e seguros.

As principais áreas nas quais a Ethereum é utilizada são:

  • Finanças descentralizadas (DeFi): mais de 500 aplicações DeFi são executadas na Ethereum. Estas são principalmente mercados e plataformas de empréstimo para criptomoedas. Exemplos bem conhecidos são a Curve Finance, Aave e Uniswap.
  • NFTs: além da DeFi, a negociação de NFTs explodiu em 2021. O maior mercado para estes, OpenSea, é executado na Ethereum.
  • Finalmente, a indústria de gaming da blockchain é rapidamente emergente. Uma grande porção de jogos populares também é executada na Ethereum. Por exemplo, a Axie Infinity.

História da Ethereum

Quando Vitalik Buterin, o então muito jovem cofundador da Bitcoin Magazine, percebeu que não conseguia programar o que tinha sido previsto na Bitcoin, ele decidiu começar a trabalhar numa blockchain ele próprio. A ideia da Ethereum nasceu: uma blockchain na qual qualquer funcionalidade concebível poderia ser desenvolvida. Em 2015, a Ethereum ficou disponibilizada e, desde então, cresceu para tornar-se a única blockchain que consegue competir com a Bitcoin em termos de valor de mercado. A Ethereum é uma líder em termos do número de programadores que trabalham nesta.

2016: O Ataque à DAO e o Hard Fork

Em 2016, a Organização Autónoma Descentralizada (DAO) da Ethereum foi atacada: esta aplicação desenvolvida na Ethereum pode ser considerada como uma plataforma de crowdfunding puramente baseada em software. A DAO tinha angariado 150 milhões de USD. Quando um pirata cibernético conseguiu roubar 50 milhões através de um erro no código, algo tinha de ser feito para impedir que toda a DAO fosse drenada. Buterin e companhia decidiram reverter o histórico de transações na blockchain, resolver o erro e continuar com a Ethereum como uma blockchain dividida: um hard fork. Nem todos concordaram: afinal de contas, o código é lei! A blockchain Ethereum, na qual o erro não foi revertido, ainda existe e designa-se por Ethereum Classic. Interessante para os puristas, mas pouco tem sido desenvolvido na Ethereum Classic e a moeda (ETC) vale agora uma pequena parte da ETH.

Tanto o ataque à DAO como o subsequente hard fork são temas recorrentes no mundo da criptomoeda. Enquanto equipa, pode e deve seguir estritamente “a lei” (o código)? Afinal de contas, esse é o ideal da criptomoeda: nenhuma interferência pela liderança de um projeto. Por outro lado, não parece justo quando um erro faz com que as pessoas percam o seu dinheiro – justificando-se a intervenção da liderança.

2017: Boom das ICO

O preço da Ethereum atingiu o pico em 2018 logo após a Bitcoin ter atingido o pico. Foi a altura da designada mania das ICO: o lançamento de todos os tipos de novas criptomoedas através de Ofertas Iniciais de Moeda. Qualquer um poderia lançar o seu respetivo token ERC20 na Ethereum e angariar capital. Entre todas essas novas moedas, houve imenso exagero sem fundamento. No entanto, isso não retira o facto de que esta foi uma das primeiras apps de relevo para as criptomoedas: um modelo de financiamento para startups onde os investidores privados também poderão entrar. Algo que, no mundo tradicional, só está disponível para os investidores privados.

2020: verão DeFi

Desde o verão de 2020, os mercados DeFi como a Uniswap estavam suficientemente maduros para atrair maiores números de utilizadores. A utilização e, por conseguinte, o preço da Ether começou a recuperar, inicialmente liderada pela DeFi. O valor total bloqueado em aplicações DeFi na Ethereum ainda era menos de mil milhões de dólares a 1 de junho de 2020. No final de dezembro de 2020, este já era de 18 mil milhões.

2021: o ano das assassinas da Ethereum

Os altos custos de transação que resultaram da popularidade da Ethereum abriram caminho para as competidoras. Todas tinham uma solução ligeiramente diferente para o designado trilema blockchain da escalabilidade, segurança e descentralização. Em 2021, o uso e o preço da:

Especialmente a BSC, a Terra, a Solana e a Avalanche conseguiram arrebatar uma boa cota de mercado da Ethereum. No entanto, a Ethereum ainda é, de longo, a que tem a maior corta de mercado em aplicações DeFi e NFT. Na DeFi, a Ethereum ainda representa 60%.

Transição para a Eth 2.0

O problema luxuoso da Ethereum é que a sua popularidade levou à congestão da blockchain e altas taxas de transação. Isto sentiu-se particularmente a partir do final de 2020 em diante. Este problema tinha sido previsto há muito tempo. Além disso, desde os primeiros dias que a ambição da Ethereum tem sido passar da prova de trabalho para a prova de participação. Por conseguinte, numa operação gigantesca e a múltiplos anos, está a ser desenvolvida Ethereum 2.0. Quando a Eth 2.0 ficar ativa em 2023, a capacidade da rede será consideravelmente maior do que a Ethereum atual.

A transição para a Eth 2.0 consiste das seguintes fases:

  1. Fase 0, a Beacon Chain: esta foi lançada a 1 de dezembro de 2020: a blockchain prova de participação que ser será o futuro centro nevrálgico da Ethereum.
  2. Fase 1, The Merge, agendada para o segundo trimestre de 2022: a fusão da atual rede Ethereum com a Beacon chain, tornando a Ethereum prova de participação.
  3. Fase 2, as cadeias Shard, previstas para 2023: as 64 shards ficam disponíveis. Estas são “sidetracks” que permitem que a rede tenha muito mais capacidade. A blockchain Ethereum atual tornar-se-á então uma dessas 64 shards.

Conclusão

Nas criptomoedas, ainda é a Bitcoin, a Ethereum e as restantes. A Bitcoin é a única em jogo quando se trata de dinheiro concreto. A Ethereum é outra coisa: uma plataforma para desenvolver aplicações. A Ethereum tem mais concorrência de outros projetos, mas o seu potencial mercado também é maior do que o da Bitcoin. Nomeadamente, todo o mercado para serviços financeiros, arte online e gaming (bem como aplicações que ainda não foram desenvolvidas). Ainda que a Ethereum permaneça menos dominante do que o é agora, o espaço para crescimento é enorme. Uma ressalva, a transição para a Eth 2.0 acarreta alguns riscos: não há 100% de garantia que será bem-sucedida.

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