Escrito por Robert Steinadler há 4 meses

O que é a Fantom e como é que está a tentar resolver o trilema da blockchain?

O ano de 2021 foi o ano das soluções de camada 1. Mais e mais plataformas de contratos inteligentes evoluíram e estavam a apontar para captarem a cota de mercado nas finanças descentralizadas e na economia NFT. Com o crescimento da base de utilizadores dos protocolos blockchain, estas têm de enfrentar obstáculos que não existiam há alguns anos. O problema mais salientado é a escalabilidade da tecnologia blockchain e há várias tentativas para resolver o trilema entre a segurança, escalabilidade e descentralização.

A Fantom reivindica ter resolvido o famoso trilema oferecendo uma nova tecnologia que é capaz de escalar sem sacrificar a descentralização nem a segurança da sua blockchain. Esta é uma reivindicação muito forte e a Fantom não é a primeira, na indústria das criptomoedas, a sugerir este feito.

Neste artigo, vamos analisar atentamente a Fantom e como os fundamentos desta tecnologia blockchain estão a funcionar.

O que é a Fantom?

A Fantom é uma blockchain de camada 1 que se baseia num novo mecanismo de consenso designado por “Protocolo Lachesis”. O seu algoritmo baseia-se num gráfico acíclico direcionado (DAG) para alcançar a tolerância de erro bizantino assíncrona (aBFT). A blockchain da Fantom permite a criação de múltiplas cadeias de execução. O protocolo de consenso aBFT alcança:

  • Velocidade: finalização praticamente instantânea das transações dentro de 1-2 segundos
  • Segurança: A Prova de Participação sem líder assegura a produção do bloco
  • Descentralização: é capaz de escalar-se para múltiplos nós distribuídos

A Fantom permite a execução de múltiplas camadas de blockchain com o Lachesis no centro do sistema. A primeira camada adicional da Fantom foi a Opera. A plataforma foi lançada em dezembro de 2019 como uma plataforma de contratos inteligentes que é compatível com a Máquina Virtual Ethereum (EVM). Isto faz com que a Fantom seja altamente interoperável com outras plataformas blockchain e o facto de que a Opera está e executar aplicações DeFi muito comuns como a SushiSwap e a Curve presta testemunho a essa capacidade.

A tecnologia da Fantom também é altamente escalável porque cada rede que é desenvolvida nesta é independentemente executada uma da outra. De facto, cada aplicação descentralizada tem a sua respetiva blockchain e isto impede o congestionamento que alguns dos nossos leitores podem ter testemunhado noutras plataformas de contratos inteligentes em períodos de forte carga da rede.

O token FTM

Considerando o facto de que a Fantom já estabeleceu uma ponte com a Ethereum, há mais do que uma encarnação do token FTM. Há o token nativo FTM e há também a versão ERC-20 deste, que é automaticamente convertida assim que tiver sido enviado para uma carteira Fantom. O FTM também existe na Binance Chain como o token standard BEP2.

Aquando da elaboração deste artigo há sensivelmente 2,5 mil biliões de FTM em circulação com uma oferta máxima um pouco acima dos 3,1 mil biliões de FTM. O token pode ser utilizado para pagar taxas de transação e dá aos investidores a oportunidade de ganharem rendimento adicional participando no staking da Fantom.

A Fantom não tem um token de governação separado. Ao invés, os detentores de tokens podem participar no sistema de governação participando com os seus FTM. Isto permite o fácil acesso ao ecossistema entre outros casos de uso, ex. utilizar FTM para liquidar pagamentos.

A Fantom baseia-se na Prova de Participação

A maioria das plataformas de contratos inteligentes que alcançam uma alta escalabilidade utilizam um modelo de consenso prova de participação. Este também é o caso com a Fantom. Esta utiliza a prova de participação sem líder na Fantom Opera, o que remove a possibilidade de um conjunto de validadores terem autoridade significativa.

É muito fácil participar no staking. Os utilizadores avançados podem executar um validador que requererá uma participação de 3 175 milhões de FTM. Até os investidores com menos do que o mínimo necessário para participar podem fazê-lo delegando desde 1 FTM ou mais para um validador. Este sistema é muito similar a outras soluções na indústria e cria uma experiência de utilizador comparável ao staking da Cardano, Solana ou Tezos.

DeFi na Fantom

As Finanças Descentralizadas e tokens Não Fungíveis são os casos de uso mais importantes para as plataformas de contratos inteligentes. Há uma variedade de protocolos DeFi nativos na Fantom e também um par de protocolos que são nativos na Ethereum. Isto faz com que seja fácil, não só trocar tokens por uma taxa negligenciável, mas também participar em transações mais complexas que são uma parte vital da economia descentralizada.

Aqui tem um par de exemplos para dar-lhe uma melhor perspetiva dos protocolos já existentes:

  • fUSD: cunhar um token utilizando FTM que está associado ao dólar americano
  • fLend: emprestar ou contrair empréstimo de fUSD
  • fSwap: negociar tokens sintéticos
  • Reaper farm: agregador de rendimentos

Como sempre, observe que estes protocolos e os serviços que oferecem não são, de forma alguma, apoiados ou recomendados pela LiteBit. Com a quantidade crescente de protocolos DeFi nativos, a Fantom está a causar um impacto neste sector. Considerando o facto de que não está limitada a protocolos nativos, há, de facto, imenso espaço para crescimento. Há mais de 115 protocolos a serem executados na Fantom aquando da escrita deste artigo e o facto de que o valor total bloqueado on-chain é comparativamente baixo indica que a Fantom ainda está numa fase muito inicial do seu desenvolvimento geral.

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