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Escrito por Robert Steinadler há um mês

Criptomoedas vs. Ações  - Qual é a diferença? 

A maioria das pessoas pensa na Bitcoin quando se depara com o termo “criptomoedas”. Embora seja verdade que a Bitcoin foi a primeira criptomoeda a ser inventada, muitos outros ativos digitais foram desenvolvidos ao longo dos últimos dez anos. Muitos deles têm características similares às das ações ou estão pura e simplesmente a tentar substituir as ações e a negociação de ações tal como todos as conhecemos.

Isto levanta a questão sobre qual é a diferença entre as criptomoedas, os ativos de criptomoedas e as ações. Neste artigo, vamos mergulhar um pouco mais aprofundadamente e analisaremos mais de perto estas questões.

As ações estão bem estabelecidas

A negociação de ações data do ano de 1585 e é escusado dizer que esta classe de ativos em particular está muito bem estabelecida. Estas podem render retornos a longo ou curto prazo, tornando-as interessantes para diferentes tipos de investidores. As criptomoedas, por outro lado, nasceram no ano de 2009, com o início da Bitcoin.

Embora as ações possam, por vezes, enfrentar alta volatilidade de preço, é praticamente garantido que os ativos de criptomoedas o enfrentarão. Por conseguinte, as criptomoedas são frequentemente consideradas como sendo a classe de ativos mais arriscada.

Uma ação representa a propriedade parcial do património líquido de um negócio. Isto também se reflete no valor do negócio, mesmo embora o mercado possa ser irracional e o preço da ação se encontre acima ou abaixo do valor justo da empresa. Não obstante, o preço das ações desloca-se devido a diferentes fatores, tais como a receita da empresa, o crescimento económico total e também a boas ou más notícias. Até eventos que acontecem totalmente fora de um negócio podem ter um impacto no preço se o mercado os entender como estando relacionados.

As criptomoedas são uma nova classe de ativos

As criptomoedas são totalmente diferentes das ações. As criptomoedas estão sediadas na sua respetiva blockchain, ao contrário das moedas fiduciárias, a política monetária é definida por um protocolo ao invés de um banco central. Os tokens também fazem parte das criptomoedas e são habitualmente executados numa blockchain e podem servir diferentes finalidades que podem ser livremente definidas e executadas por um contrato inteligente. Os exemplos seriam um token utilitário, uma stablecoin e um NFT.

Por conseguinte, eles podem servir uma variedade de casos de uso, os quais incluem capital próprio tokenizado numa empresa, como ações, mas não limitado a este. De facto, a maioria das criptomoedas não estão, de todo, afiliadas a capital próprio.

Ao invés, elas oferecem a oportunidade de especular com o desenvolvimento de preço ou de ganhar rendimento através do staking, mineração, empréstimo ou rendimento do farming. Outra utilização que se aplica às criptomoedas é que podem ser um meio de troca ou um armazenamento de valor.

Qual é a diferença entre investir em criptomoedas e em ações?

Ambas as classes de ativos podem ser utilizadas para desenvolver um portefólio ou para negociá-los a curto prazo. Há algumas diferenças notáveis em fazê-lo. Conforme já evidenciámos antes, comprar ou deter as criptomoedas não implica capital próprio numa empresa. Esse só é o caso quando compra um token de capital de garantia e esses são muito raros.

Embora os investidores em criptomoedas recebam rendimento passivo do staking ou do empréstimo, não há quaisquer dividendos envolvidos. De facto, a maioria das oportunidades para ganhar rendimento adicional por deter criptomoedas requerem algum tipo de ativação ou investimento dos ativos de criptomoedas.

Finalmente, mas não menos importante, o mercado de ações e o mercado de criptomoedas são muito diferentes. As ações podem ser habitualmente negociadas nos dias úteis e nas horas de trabalho. O mercado de criptomoedas, por outro lado, está sempre disponível e nunca dorme.

Quais são os prós e contras de investir nas criptomoedas ou nas ações

Ambas as classes de ativos têm os seus prós e contras, ou limitações. Note que a decisão de investir numa classe de ativos deve ser feita após cuidadosa consideração. Em termos gerais, cada investidor tem de pesar o rácio entre os riscos e recompensas dos seus investimentos.

Prós de investir nas criptomoedas

  • Sempre acessíveis: tudo o que precisa é de um smartphone ou de um computador e de uma ligação à internet
  • Infraestrutura descentralizada: muitas oportunidades de investimento não dependem de uma entidade central. As criptomoedas são resistentes à censura.
  • Política monetária: as criptomoedas não são controladas por um banco central e não podem ser inflacionadas. A taxa de emissão de tokens e de criptomoedas é definida pelo protocolo.
  • Flexibilidade: as ações só oferecem opções limitadas de criar receita. Com o staking, empréstimo e farming, as criptomoedas são mais versáteis.
  • Mais do que um investimento: não é apenas um valor monetário que está associado às criptomoedas. Os investidores podem comprar tokens de fã e entrar em contacto com as suas estrelas favoritas ou podem colecionar arte que prezam comprando NFTs.

Contras de investir nas criptomoedas

  • Volatilidade: as oscilações de preço no mercado de criptomoedas não oferecem apenas possibilidades, estas também incluem riscos elevados. Os investidores têm de ter sempre em consideração que é possível ocorrer uma perda catastrófica. Pelo lado positivo, pode ficar rico da noite para o dia.
  • Incerteza quanto à regulação: embora haja várias abordagens para melhor regulação e mais clareza, determinados aspetos ainda se encontram sob negociação. Isto pode provocar potenciais problemas de conformidade e desvalorizar um investimento.
  • Riscos de custódia: não as suas chaves, nem as suas moedas. Perder as suas chaves seed ou privadas quando tem uma carteira só sua podem levar a uma perda total.
  • Não há retornos garantidos: os mercados financeiros são sempre um risco e os ativos de criptomoedas também o são. Não há nenhuma garantia de que o preço se desenvolverá de uma determinada forma ou direção. Os resultados passados não estão, de forma alguma, ligados ao desempenho dos ativos de criptomoedas no futuro.

Prós de investir em ações

  • Melhor acessibilidade: embora fosse mais difícil investir em ações há 20 anos, as fintech mudaram bastante o setor. O mercado bolsista nem sempre está aberto, mas pode ser acedido sem demasiado incómodo.
  • Regulação clara: os mercados bolsistas e as ações são bem reguladas e cada governo exerce a supervisão. As regras vinculativas protegem os interesses dos investidores, de empresas, bem como das bolsas de valores, os fazedores de mercado e dos corretores.
  • Variedade de oportunidades de investimento: há muitas ações disponíveis dado que há muitos diferentes empresas no mundo. Isto permite que os investidores se envolvam em diferentes indústrias e países.

Contras de investir em ações

  • Volatilidade: embora as criptomoedas são extremamente voláteis, o mercado bolsista também pode ser volátil. A volatilidade do preço aumenta quando negoceia ações mais baixas e diminui habitualmente quando investir em capitais próprios mais estabelecidos. No entanto, até uma grande empresa com ações reputáveis pode enfrentar uma situação catastrófica. Por conseguinte, a volatilidade não deve ser subestimada.
  • Maiores comissões de negociação: a maioria dos clientes individuais escolhe o seu banco como o seu corretor de ações e os bancos cobram habitualmente comissões altas. A estrutura de comissões nas criptomoedas é habitualmente mais baixa e mais competitiva. Também permite investir quantias mais pequenas, as quais seriam consumidas pelas comissões no mercado bolsista.
  • Os retornos não são garantidos: uma vez mais, todos os retornos e desempenho das ações não são garantidos. Ao contrário da conta de poupanças tradicional, há uma possibilidade de uma perda total, tal como em todos os ativos especulativos.
  • Menos disponibilidade: embora a acessibilidade tenha melhorado, a disponibilidade ainda não está ao mesmo nível da do mercado de criptomoedas. Os mercados bolsistas estão habitualmente encerrados aos fins de semana e só abrem durante os dias úteis. Isto limita as oportunidades de agir dado que muitos investidores individuais só encontram tempo para gerir os seus portefólios após regressarem do trabalho.

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