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há 8 meses

Prova de Participação vs. Prova de Trabalho – Qual é o melhor?

As criptomoedas são totalmente dependentes da ideia de que o consenso entre os nós tem de ser alcançado para validar as transações. Algumas criptomoedas são mais centralizadas, mas mais rápidas e também consideradas menos seguras em termos de manipulação. Outras, como a Bitcoin, são descentralizadas e oferecem segurança máxima, mas têm de sacrificar a velocidade e o rendimento da transação para as transações na cadeia.

No entanto, seja qual for a posição que uma criptomoeda assuma, este precisa de ter um consenso sobre todos os blocos passados e novos que incluem todas as transações. Há dois conceitos básicos sobre como este consenso deve ser alcançado e protegido. Ambos apresentam uma forte proposição, bem como vantagens e desvantagens. Neste artigo, vamos explorar a questão sobre o que esperar de ambos os mecanismos de consenso.

A Bitcoin apresentou a prova de trabalho

A Bitcoin foi a primeira criptomoeda e baseia-se na prova de trabalho. Cada novo bloco tem de ser verificado por mineiros que gastam imensa energia e hardware para resolverem um quebra-cabeças criptográfico. Uma das principais características da prova de trabalho é a assimetria entre os mineiros e todos os outros nós na rede. É necessário um esforço bastante considerável por parte dos mineiros, mas os seus resultados são fáceis de confirmar e de verificar pelo resto da rede.

A prova de trabalho serve tipicamente duas finalidades. Durante o processo novas moedas são criadas e cunhadas como uma recompensa adicional para os mineiros, juntamente com as taxas de transação que foram gastas pelos participantes na rede. A segunda é a verificação das transações e, por conseguinte, da proteção da rede.

A Bitcoin funciona muito bem porque foi a primeira a tentar resolver com êxito o problema do gasto duplo, e a prova de trabalho é um dos principais componentes para essa solução.

O facto de que a prova de trabalho depende fortemente do hardware e do consumo de energia tem os seus benefícios. Um atacante cibernético teria de gastar uma quantia enormíssima de dinheiro para atacar a rede. Na realidade, ele poderia utilizar os mesmos recursos e ao invés suportar a rede e ser recompensado, de certeza, enquanto um ataque à rede representa um risco de falhar e de perder todos os seus recursos.

No entanto, este equilíbrio acarreta um risco elevado. Embora as redes que dependam da prova de trabalho sejam pequeníssimas e engraçadinhas nos seus primeiros dias, estas acabam por transformar-se em bestas famintas à medida que crescem cada vez mais com o passar do tempo. Os efeitos ecológicos da mineração tornaram-se parte de uma discussão mais abrangente nas sociedades ocidentais e são inclusive considerados pelos partidos políticos. O debate continua aberto se o consumo de energia é justificado pelo facto de que a tecnologia oferece benefícios para toda a humanidade sem estabelecer quaisquer distinções entre raça, religião, orientação sexual ou nacionalidade. Parece que a finalidade da Bitcoin em servir todos os humanos de forma igual é um forte contra-argumento e, por conseguinte, uma declaração firme a favor da prova de trabalho.

Prova de participação – Uma abordagem diferentes com o mesmo resultado

A prova de participação está a tentar alcançar os mesmos objetivos da prova de trabalho. Durante o processo novas moedas são cunhadas e utilizadas como uma recompensa para os mineiros. O mecanismo de consenso também protege a rede da manipulação, mas sem utilizar imenso hardware ou energia. Ao invés, os mineiros têm de participar com uma parte significativa da criptomoeda em particular. Quantas mais moedas um mineiro tiver, mais provável é que se torne o participante e vá verificar o próximo bloco.

No final, a ideia continua a ser a mesma. Para verificar as transações e proteger a rede são necessários recursos e colocá-los em risco. Um participante não tem qualquer interesse em manipular a blockchain, porque desta forma iria desvalorizar a sua própria participação. Tal como a prova de trabalho, ele iria arriscar queimar os seus respetivos recursos tentando manipular a rede, enquanto sacrifica de bom grado a oportunidade de ganhar dinheiro jogando limpo.

O contratempo deste sistema é que ele favorece aqueles que já estão ricos e perpétua as circunstâncias. Numa rede prova de participação, um multimilionário permanecerá sempre um multimilionário. Não há software de mineração ou invenção de hardware que vá mudar as coisas a favor dos intervenientes mais pequenos. Pelo lado positivo, uma rede prova de participação requer apenas uma fração dos recursos que são utilizados pelas redes prova de trabalho. Vale a pena mencionar que há uma variedade de diferentes abordagens à prova de participação e praticamente todas, de certa forma, tentam mitigar o facto de que os grandes interveniente estão sempre numa melhor posição.

Qual é a melhor?

A resposta a esta pergunta depende em grande parte das perspetivas que se tem sobre um par de tópicos. As pessoas que acreditam que o aquecimento global é a maior ameaça à humanidade podem argumentar que o consumo de energia é simplesmente inaceitável, porque custará vidas num futuro não muito distante. Por outro lado, muitas pessoas de todo o mundo vivem em circunstâncias muito más. Elas não têm a liberdade nem a opção económica de mudar as suas vidas. Poder-se-ia argumentar que a Bitcoin e outras criptomoedas têm um impacto grave na vida dessas pessoas e que a alteraria para melhor.

Parece que ambas as opções fornecem segurança suficiente para executarem uma blockchain e uma criptomoeda. Também pode haver outras implicações, nomeadamente o facto da prova de participação fornecer tempos de transação mais rápidos do que a prova de trabalho. A Ethereum passará da prova de trabalho para a prova de participação dentro de dois anos, abandonando efetivamente os hábitos antigos e entrando numa área totalmente nova.

Continua por ser ver se a prova de participação provará ser tão resistente às contrariedades quanto a prova de trabalho foi. A Bitcoin é uma história de sucesso e além de um par de pequenos sobressaltos nos seus dias iniciais, a rede tem uma execução firme e a BTC é a criptomoeda que recolhe mais confiança em todo mundo, exatamente por esse motivo. Com a Bitcoin a entrar num palco em que é negociada a aproximadamente 60 000 dólares americanos, torna-se claro que é a criptomoeda que recolhe mais confiança e, por conseguinte, a prova de trabalho é o modelo de consenso que reúne mais confiança.

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