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há 7 meses

Bitcoin vs. Ethereum: qual é a diferença entre as duas maiores criptomoedas?

A Bitcoin e a Ethereum são as duas principais criptomoedas no mundo e a principal escolha de muitos investidores. A Bitcoin tem assistido a um enorme interesse dos investidores institucionais nos últimos 6 meses, porque as veem como uma reserva de valor que oferece características ainda melhores do que as do ouro. A Ethereum tem um caso de uso muito diferente e está a potenciar as finanças descentralizadas e todas as plataformas líderes que oferecer arte que está conectada a tokens não-fungíveis.

O motivo pelo qual ambas as criptomoedas são tão diferentes está enraizado nas características e finalidade de cada blockchain. Muitos recém-chegados acreditam que as criptomoedas são intercambiáveis ou pelo menos similares uma à outra. É verdade que partilham determinadas características, mas elas são muito diferentes, particularmente se compararmos a Bitcoin e Ethereum uma com a outra. No artigo de hoje não avaliamos nem julgamos nenhuma das duas criptomoedas, queremos apenas olhar mais atentamente para as suas diferenças e que tipos de oportunidades a Ether e a BTC têm para oferecer.

Bitcoin – Como tudo começou

Tem havido muitos argumentos na comunidade Bitcoin nos últimos 6 anos sobre a finalidade de uso da BTC. Basicamente, porque houve diferenças relativamente à questão de como dar continuidade ao seu desenvolvimento. Muitos referiram-se ao criador das Bitcoins Satoshi Nakamoto e ao famoso relatório técnico para legitimarem a sua perspetiva. Uma coisa que não pode ser discutida é que a Bitcoin se destinou a ser um sistema de dinheiro eletrónico peer-to-peer. E foi desta forma que esta foi percecionada e desenvolvida nos últimos 12 anos.

Isto leva-nos diretamente para o caminho daquilo que se trata realmente a BTC, construir uma infraestrutura de pagamento descentralizada que corta com o intermediário e potencia os seus utilizadores de terem total controlo dos seus fundos sem qualquer intervenção possível de um terceiro. A Bitcoin alcança isto através do design do seu protocolo e do trabalho dos mineiros. Não foi a primeira tentativa de criar uma moeda digital, mas foi a primeira que conseguiu resolver o problema de gasto duplicado.

No entanto, esta tem uma característica em particular que está intimamente associada à ideia de que a Bitcoin é resistente à manipulação, o que significa que a oferta da moeda é transparente e tem um limite de sensivelmente 21 milhões de BTC. Ninguém consegue falsificar ou inflacionar a Bitcoin e isso leva ao segundo caso de uso que foi descoberto pelos investidores institucionais mais recentemente. A Bitcoin também é uma reserva de valor e devido ao facto de a sua oferta ser absolutamente limitada, muitos analistas e investidores afirmam que é ainda melhor do que o ouro. A sua escassez é impossível de igualar por qualquer outro ativo e, por conseguinte, muitos referem-se a esta como o ouro digital. No entanto, ao contrário do ouro, a Bitcoin pode ser livremente transacionada e também é mais fácil de armazenar. Com a crescente procura, o seu preço disparou.

Ethereum – nasceu uma nova ideia

A Ethereum introduziu uma nova ideia. Após a invenção da Bitcoin, assistimos ao nascimento de muitas altcoins. A maioria delas focou-se no fator da velocidade ou em diferentes algoritmos de mineração. Nesse sentido, a altcoin mais importante foi a Litecoin. E o facto de que todos estavam ocupados a tentar ser melhores do que a Bitcoin demonstra que ninguém teve uma ideia nova e inovadora. Ao invés, cada projeto focou-se nos casos de uso já fornecidos pela Bitcoin e tentou simplesmente fazer melhor.

No entanto, a Ethereum proporcionou algo novo em todos os sentidos. A moeda nativa da blockchain Ethereum é a Ether. E, como é óbvio, é possível transacionar Ether livremente e guardá-la em segurança, tal como com a Bitcoin, mas essa não é a sua principal finalidade. Pelo contrário, a Ethereum introduziu a ideia de que não só os pagamentos, mas também os acordos mais complexos, poderiam ser resolvidos na blockchain. Desta forma, nasceu a ideia dos contratos inteligentes. A Ethereum forneceria uma estrutura que permitira programar qualquer tipo de acordo que poderia ser executado e auditado em segurança por qualquer parte no mundo. Desta forma, nenhuma das partes num acordo teria de discutir sobre os seus termos e a execução. Um dos principais componentes que está em falta na Bitcoin é a máquina virtual Ethereum, ou EVM. Esta transforma toda a rede num super computador gigante que alimenta todos os cálculos necessários.

Mas ainda há mais diferenças. Ao contrário da Bitcoin, a Ethereum não depende de um modelo UTXO. E a diferença ainda mais importante é o facto de que a oferta máxima de Ether não é limitada. Muitos Bitcoiners argumentaram que isto é, na realidade, muito perigoso, porque na sua perspetiva a Ethereum não está a criar dinheiro saudável. A única limitação á sua oferta é um limite de oferta de 18 milhões de Ether por ano. Ainda há um debate a decorrer se a oferta ilimitada de Ether está, ou não, a criar um problema. Embora a Ethereum não seja indiscutivelmente o ouro digital, esta ainda está a criar uma procura muito alta através das suas DApps.

Os contratos inteligentes na Ethereum permitem uma variedade de casos de uso, começando por bolsas descentralizadas até à mineração de liquidez e quinta de rendimento. É isto que faz com que a Ethereum seja tão única e o facto de que muitas outras criptomoedas tentam fazer o mesmo que a Ethereum mas melhor é um forte sinal de que é uma invenção notável, tal como a Bitcoin antes desta.

Qual é a melhor?

Não há uma resposta correta a esta pergunta, porque ambas têm um ponto de venda único. Os contratos inteligentes e aplicações descentralizadas não são possíveis na cadeia com a Bitcoin. Por outro lado, a Ethereum não pode reivindicar ser tão escassa quanto a Bitcoin será. Cada uma tem os seus pontos fortes, bem como os seus pontos fracos.

Os Bitcoiners podem argumentar que a escassez e segurança são mais importantes do que a velocidade e que nada deve ser colocado acima do dogma do dinheiro saudável. E eles estão totalmente certos em todos os sentidos quando se trata de criar dinheiro saudável. Contudo, por outro lado, a Ethereum não precisa da escassez, mas precisa de oferecer uma oferta que atenda à procura. Esta não se destina a ser principalmente uma reserva de valor.

A Ether está a potenciar uma economia tokenizada na blockchain descentralizada Ethereum com milhares de aplicações e contratos inteligentes a serem executados. Cada execução, cada interação e cada novo contrato requer Ether e, por conseguinte, uma oferta que tem um limite anual é mais adequada para os seus respetivos objetivos.

Não se trata de perguntar qual delas é a melhor quando comparada uma com a outra, mas qual pode ser bem-sucedida com a sua finalidade pretendida. A Bitcoin destinava-se a ser dinheiro físico e está a correr tão bem e está a enquadrar-se de tal forma nesse papel que não só se tornou na primeira como também na maior criptomoeda em termos de valor de mercado e crescimento da rede. E o facto de que isto foi alcançado é tremendo, porque há literalmente milhares de outras moedas que estão a tentar fazer exatamente a mesma coisa.

No entanto, o mesmo pode ser dito em relação à Ethereum. Muitos competidores ambiciosos tentam ser o próximo “Assassino da Ethereum”. E o facto de que já há tantas faz com que isto se torne absolutamente claro por que é que a Ethereum se tornou a segunda maior criptomoeda no mercado.

Ao invés de se envolverem no tribalismo, os investidores devem perguntar-se que tipo de ativo é mais importante para eles. Está à procura de uma reserva de valor que não pode ser corrompida e é amplamente aceite em todo o mundo? Ou gosta mais de oportunidades que são criadas por uma mercado descentralizado selvagem e vibrante que está a criar empréstimos e juros para os seus utilizadores?

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