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ETF da Bitcoin: o que é e porque é melhor ter BTC?

Desde 2018, muitas empresas que trabalham na banca e finanças tentaram estabelecer um ETF de Bitcoin. Entre estas a Van Eck e Bitwise que se candidataram repetidamente nos EUA. Algumas foram bem-sucedidas com exemplos notáveis no Canadá e na França. Desde de outubro de 2021, os ETFs de Bitcoin também são agora permitidos nos EUA, levando a uma nova subida da BTC. Mas comprar um ETF não é o mesmo que comprar e deter Bitcoin.

No artigo de hoje, vamos olhar atentamente para o que é na realidade um ETF de Bitcoin e para quem sem concebidos estes produtos, bem como o porquê de serem particularmente atrativos para este grupo específico de investidores.

O que é um ETF?

ETF é um acrónimo e significa fundo negociado em bolsa que é classificado como um tipo de garantia que acompanha o valor de um índice, de um bem de consumo ou de qualquer outro ativo em termos gerais. Um ETF pode ser negociado como uma ação. Tipicamente, através de uma corretora que permita a compra, venda e retenção de valores mobiliários. Os fundos negociados em bolsa tornaram-se bastante populares nos últimos anos.

Ao contrário de um fundo de investimento, um ETF acompanha simplesmente o valor de um índice ou de um ativo. Por conseguinte, um ETF não requer uma gestão complexa e, fruto disso, um ETF é significativamente mais barato na maioria dos casos. Isto poupe imenso dinheiro aos investidores. Também torna possível que os investidores individuais invistam numa variedade de ativos e fiquem expostos a mercados que de outra forma lhes seriam inacessíveis.

Um exemplo é o ETF da MSCI World. A MSCI World acompanha basicamente o valor das maiores empresas das nações industrializadas. Um investidor poderia tentar comprar ações em cada uma destas empresas, mas isso requereria imenso capital e custaria mais. Comprar um ETF da MSCI World significa simplesmente que um investidor pode participar no mercado e que o seu investimento obtém a mesma performance do índice combinado das maiores empresas do mundo.

Porque é que tivemos de esperar por um ETF da Bitcoin?

Um ETF da Bitcoin seria basicamente o mesmo produto financeiro conforme descrito supra, mas este iria acompanhar o valor da BTC. Um dos maiores problemas para os reguladores é a definição do preço do índice para a Bitcoin. Muitas bolsas de derivados constroem o seu respetivo índice de preço para negociação de futuros ou swaps perpétuos. Mas o mercado de ações é fortemente regulado e não é assim tão fácil definir um preço de índice fiável para a Bitcoin.

Isto foi, ou é, talvez um dos maiores problemas para os reguladores. Particularmente o SEC teve de rejeitar várias candidaturas durante os últimos três anos porque o mercado da Bitcoin não era regulado como qualquer outro mercado de ações ou de bens de consumo.

Mas nem todos os países demoraram assim tanto tempo a tomar uma decisão. Em fevereiro de 2021, a Comissão de Valores Mobiliários de Ontário aprovou o ETF da Bitcoin proposto. Permitindo pela primeira vez a sua participação no mercado sem deter Bitcoin e sem negociar um futuro ou qualquer outro derivado.

Para quem é um ETF da Bitcoin?

Conforme destacámos supra, um ETF é um produto fortemente regulado. Isto é particularmente interessante para os escritórios familiares e investidores institucionais que gostariam de se expor ao desenvolvimento do preço da Bitcoin sem terem de investir no ativo em si num investimento a médio e longo-prazo.

Dependendo da situação legal, pode ser ainda mais complicado para estes intervenientes comprarem Bitcoin diretamente. É-lhes mais fácil e acarreta menos encargos investir na Bitcoin desta forma. No entanto, também há inúmeros potenciais contratempos consoante os termos específicos do ETF em questão.

Um ETF sintético só está a acompanhar o preço do índice da BTC, mas não detém as Bitcoins em si na sua carteira. No pior dos cenários, um investidor poderia reivindicar BTC “físicos” do fundo. Mas também há a opção de optar por réplicas físicas de ETFs, o que significa que estes fundos compram e detêm o ativo a fim de acompanharem o preço.

Ambas as opções têm um contratempo porque não oferecem as mesmas vantagens de deter Bitcoin na sua respetiva carteira.

Qual é a vantagem de ter BTC na sua carteira?

Uma ideia básica da Bitcoin é substituir as instituições financeiras e ser o seu respetivo banco. Pode transferir Bitcoin livremente e utilizá-la para pagamentos ou simplesmente mantê-la e especular sobre o seu desempenho. Também pode ficar assegurado de que controla a sua BTC porque esta está na sua carteira pessoal.

Ter acesso ao mercado inclusive com pequenas quantias de dinheiro pode ser algo com o qual muitos investidores individuais não se importam, porque eles estão a sair-se financeiramente muito bem. Contudo, este é simplesmente outro aspeto da Bitcoin. Este é inclusivo para os que têm um pequeno rendimento ou inclusive nenhuma conta bancária de tudo caso considere as pessoas que vivem fora da UE e em países em vias de desenvolvimento.

Isto leva-nos à próxima vantagem. Deter Bitcoin significa que pode convertê-la em qualquer outra criptomoeda ou Euros num abrir e fechar de olhos 24 horas por dia, e negociar 365 dias por ano. Isto é um acesso ao mercado que nenhum outro produto oferecido pelas corretoras, que fecham regularmente a negociação durante a noite ou os fins de semana, consegue igualar. Isto oferece inúmeras oportunidades aos investidores e traders intradiários, a qual nunca teria ocorrido na negociação tradicional nos mercados bolsistas e particularmente na negociação de ETFs.

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